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a solidão no empreendedorismo

Os manuais em geral pedem pra gente falar sobre o nosso trabalho, como uma das maneiras de conseguir trocar ideias, apresentá-lo em diversas formas, procurar gente que possa opinar, ajudar, enfim. Mas, na vida real, é tudo muito difícil. Ser empreendedor é também ser solitário de um jeito muito estranho. A gente não consegue conversar com quase ninguém sobre o que estamos fazendo, os nossos medos, incertezas, quando bate aquele desânimo terrível que dá vontade de jogar tudo pro alto. Não tem com quem conversar. Não dá pra abrir esta depressãozinha por aí. ‘Faz mal pros negócios’, já ouvi. Nos calamos e nos fechamos, encorujados nos nossos próprios medos.

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Foi por viver exatamente isso que senti uma vontade enorme de reunir outras empreendedoras mulheres – e se tornou o Jogo de Cintura. Eu tinha certeza absoluta que este turbilhão de sentimentos não rondavam só os meus pensamentos. Outras mulheres viviam com estas incertezas assim como eu. Outros homens também, é claro. O recorte feminino é pra poder abordar outras questões também, que nos afetam profissionalmente por conta do gênero.

Assim, o Jogo de Cintura se tornou minha versão ‘empreendedora da economia criativa’a classificação dada aos profissionais liberais da área de comunicação, artes, produção, música, etc. Promover este encontro de empreendedoras tem sido uma experiência fantástica, que abre portas para outras habilidades e desenvolvimentos. Outros dramas também. Daqueles que a gente só sabe das dificuldades quando começa a fazer, a tirar a ideia da mente e do papel, materializar uma vontade, uma ideia. O tal fazer acontecer.

E aí, volto um pouco pra aquele lugar solitário, em que a gente precisa encorujar para encontrar soluções, novos caminhos. E com quem falar sobre o nosso trabalho? Principalmente este, que saiu da sua cachola e que precisa ser desenvolvido, testado, experimentado? Tenho as minhas dificuldades e não é com qualquer um que consigo trocar. Mas seguimos. Criando, fazendo, testando. A gente só sabe fazer deste jeito.

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Viver

 

Meu objetivo é ficar como a bailarina. Respirando certinho, com a postura tranquila, equilibrando os pratos que a vida dá, sabiamente. Ainda tô longe de ser o trio de vermelho. Mas seguimos.

Inspiração

os postais e eu

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          ação feita para a @belaprataaju

Cultivo o hábito de correspondência entre pessoas através das cartas. Percebo atitudes únicas enquanto as escrevemos, a maneira como nos abrimos sentimentalmente ao escrever. Contamos um tanto da nossa rotina, de algumas bobeiras que nos acontecem, além de dividir questões às vezes existenciais, às vezes simples, voláteis.

Quando eu era pré-adolescente passei a colecionar cartas. Eu e um amigo escrevíamos pra tudo quanto era atendimento ao consumidor, pra gente ir recebendo as respostas e brindes dos lugares. Foi uma época de uma inocência gostosa! Até hoje tenho livros de receitas maravilhosos desta época! Depois vieram as correspondências com os amigos de outras cidades (por conta do vôlei, sempre tive amigos de outras cidades, mas também escrevia para pessoas que queriam se corresponder, em revistas). E minhas mudanças, numa época pré-uso do e-mail, das mensagens instantâneas, troquei muita carta. Ir ao correio sempre foi uma constante nos meus hábitos e rotina.

É claro que com a consolidação da internet e do smartphone, (aparentemente) acabaram com as necessidades das cartas e dos cartões. Se você quer dizer algo pra alguém, você simplesmente liga para esta pessoa ou ‘passa um áudio’, não é? Simples, tão prático. Mas a verdade é que a gente não faz. Não passamos o áudio. Não mandamos nem emoticon. A maneira de se relacionar também mudou, não pense que sou nostálgica ao extremo. Só apontando algumas coisas que deixaram de existir. Ou, pelo menos, que não estão mais no cotidiano de tanta gente. O que a gente sentia ao ler ou escrever uma carta. A nossa maneira de se relacionar através delas.

Com esta minha amizade antiga com a caixinha do correio, às vezes, me percebo questionando: ‘será que as pessoas sentem a alegriazinha que eu sinto quando percebo que, entre as contas e as malas diretas, está algo escrito especialmente pra mim?’.

É por estas e outras que, sempre que dá, alguma ação da Bela Prata vai em formato de carta, cartão postal, bilhetinhos com lembrancinhas. Fico pensando na alegria que vai ser pra quem recebe aquele carinho em forma de papel. A troca, a experiência, aquela relação que criamos e mantemos com aqueles que queremos bem. ❤

Faço estas ações porque quero fazer, mais do que ‘pra receber de volta’, até porque, entendo perfeitamente que nem todo mundo tem este tipo de ‘relação’ com os correios. Mas confesso que é muito legal quando um amigo viaja e me manda um postal, um cartão escrito à mão, um carinho tão gostoso desses, que fica parecendo um abraço apertado.

A primeira foi um cartão postal de Aracaju, marcando nossa mudança e a vontade que a gente tinha de instigar os amigos e parentes a vir nos visitar. A segunda ação foi uma foto das bandeirinhas de São João, pra falar um pouco sobre esta celebração que é tão marcante aqui no nordeste. Nesta última, é uma campanha de inspiração: quero incentivar ou pelo menos instigar os amigos e queridos a cultivarem um jardim, só seu. Uma experiência mágica que tenho vivido e que gostaria de compartilhar, trocar, vivenciar com mais gente.

Vida empreendedora

Empreendedorismo feminino e o Jogo de Cintura

Nas minhas vagas ideias sobre meu futuro, eu sempre seria dona de uma empresa, quase nunca funcionária. Inspirada no meu pai empreendedor, via na liberdade de escolhas e horários uma das minhas prioridades no mundo laboral. De uns anos pra cá o empreendedorismo se transformou em uma coisa boa (ter negócio próprio sempre foi coisa de maluco) e podemos perceber um crescimento considerável de novas empresas geridas por mulheres. Surgiriam novos desafios e dificuldades, maneiras de liderar e de fazer o seu trabalho dar certo. As mulheres líderes fazem gestão de uma maneira diferente.

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Quando abri a Bela Prata fui pollyana ao extremo, como todo otimista precisa ser pra impulsionar o início: me dediquei horas e horas de trabalho, apliquei boa parte das lições que tive na faculdade de comunicação, nas experiências em marketing, na bagagem de vida que a gente carrega. Embora eu seguisse a cartilha de que ‘quando a gente faz com vontade e amor, tudo vai dar certo’, não foi bem isso que aconteceu. Num ponto comercial ruim e o investimento da vida que foi por água abaixo, me peguei desesperançosa e muito sozinha. Senti todas as cobranças sociais de quando a gente se arrisca, a família dizendo que não devíamos ter mudado pra tão longe, pra fazer algo novo. A conta no banco vermelha, os medos e as incertezas. Foi difícil fazer passar tudo isso.

Mas, como todo vento que sopra, nossos ares foram mudando, como tem que ser. A gente tem uma ilusão muito grande de que algo vai dar resultado em 1 ou 2 anos de trabalho. Não vai. Às vezes até vai, mas a regra é que ‘não vai’. É difícil ter de admitir isso, mas leva mais tempo. E quando você acha que está melhorando, acontece algum imprevisto do universo e lá vamos nós de novo, rebolar para fechar as contas no final do mês. Não acaba nunca.

Vivendo tudo isso, sempre pensei que eu não estava sozinha nesta história. Que existiam outras pessoas por aí, como eu, agarrada aos sonhos e desejos, apostando em uma perspectiva que não parecia melhorar. A gente vivia desafios muito parecidos e poderíamos ajudar umas às outras. Foi quando nasceu a ideia de se pensar coletivamente.

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Uma amiga muito querida afirmou que quando convidada para participar de qualquer coisa que seja ‘só pra mulher’, ela liberaria sua cota porque não queria fazer parte (de entrevistas, curadorias, etc) e ser segmentada pelo sexo. Não posso deixar de dar razão ao seu pensamento: enquanto estamos neste recorte, a exclusão em muitas vezes é reforçada. Enquanto a gente fica no gueto, não somos vistas nem tratadas como igual. Porém, embora não deixe de entender sua linha de pensamento, faço um caminho contrário e diferente: criando um grupo de mulheres para que, deste recorte de gênero, a gente se fortaleça, encontre maneiras de melhorar, crescer, representar.

Nesta semana foi dado o pontapé (depois de 2 anos e tanto de trabalho e ideias) do Jogo de Cintura, um coletivo de mulheres empreendedoras em Sergipe. Minha experiência em estar com grupo de mulheres tem sido muito bacana e sou motivada a seguir adiante. Acredito que precisamos ter estas duas frentes, numa existência paralela: alguém que brade que nós não devemos estar segmentadas – buscando a representatividade real entre todos – e os grupos específicos e especializados, para fortalecimento coletivo, em auto estima, conhecimento e atuação no mercado. Precisamos ter mulheres em posições de liderança porque a representatividade é extremamente importante. E, representadas, nós mulheres nos sentiremos ainda mais fortalecidas para conquistar nossos sonhos e desejos.

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Uma vez colocado a ideia além dos meus pensamentos e anotações, ela vai ganhando forma, corpo e adesão de outras mulheres. Logo que começamos a fazer os convites para colegas empresárias, a motivação de cada uma foi um impulso fantástico para sentir que estávamos no caminho certo. Fizemos nossa primeira reunião com 18 mulheres, como se conseguíssemos replicar o nosso impulso por 4. Foi um momento único e especial. Avante!

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tendo as piores visões do futuro

Eu sou uma pessoa muito otimista, daquelas otimistas mesmo (sou empreendedora, gente. Só deus sabe o que a gente passa). Ano passado resolvi desligar a tv pelas manhãs (assistíamos jornais) para poder manter meu otimismo e pensar além da crise. Funcionou tão bem que abrimos um novo ponto comercial, dobramos o número de funcionárias e estávamos focados em manter o otimismo. Este ano, diante de tantos fatos, acho que estou fraquejando no sentimento.

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– Não adianta continuar pensando que nós teremos novas eleições. Nós não teremos, Denise, desiste desta ideia.

Assim encerramos o papo antes das 8h, chegando na nossa prática de yoga. Era preciso concentração para fazer os ássanas sincronizados com a respiração. Meu marido mandou uma real que eu, a otimista, não quero acreditar que seja a verdade: não temos a menor chance de termos novas eleições, o governo golpista vai até o final do mandato, destruindo tudo o que foi difícil pra caramba para se conquistar.

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Quando me dei conta, estava atordoada com a ideia de que teremos o mordomo-vampiro até 2018. Cortes em conquistas sociais e de direitos. Gastos além do previstos, assim como se criticava do governo Dilma. O triunfo do ‘orgulho de ser ignorante’ da nossa classe média. O que poderia vir a acontecer se os conservadores ignorantes, fugidos dos bancos universitários, emplacassem o escola sem partido? Não vamos ter novas eleições tão cedo. Quando me dei conta disso, me senti em luto.

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Este governo está representando o alto empresariado do país, muitos desses que perpetuam comportamentos de proibir babá de usar banheiro, por exemplo. Eu, empreendedora pequena, sou a ralé das empresas, pagando impostos abusivos, zero incentivo fiscal, mão desproporcionalmente pesada na CLT (no que se diz respeitos a impostos pagos para o governo).

A minha voz não tem representante no governo pra fazer lobby de nada que nos beneficie ou nos auxilie. Assim como a grande maioria dos brasileiros, eu sou desassistida como pequena empresária, como também era no governo anterior. Mas o golpe tem cara de que está ajudando o empresariado – mas ó, galera, não é pra gente não! Nós somos os pobres da galera que manda na grana de verdade, se liga!

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Olha, tá rolando um papo aí que o Trump vai ganhar nos EUA e vai ser tipo o Brexit, da Inglaterra e União Européia. É a maior bad trip do universo, minha gente. Vai ser louco. Vai ser intenso. Mas não vai ser legal.  São as piores visões de futuro quando o otimismo perde o fôlego.

 

Este vídeo está na integra, é muito foda. Falando o quanto a nossa bipolaridade é burra, entre outras coisas fantásticas.

 

Pauta Nacional

Os terríveis hábitos escancarados em #euempregadadomestica

Semana passada estourou a página e a hastag #euempregadadomestica, criada pela professora de história Joyce Fernandes, ex-empregada doméstica. Ela fez alguns depoimentos sobre sua experiência na profissão e passou a receber outros, de gente de todo Brasil. Em menos de 3 dias a página já tinha 50 mil curtidas (hoje, já são mais de 100 mil) e a autora – que também é rapper e tem o nome artístico de Preta Rara – passou a dar entrevistas para veículos como BBC, TV Cultura, G1, Catraca Livre, entre outros.

primeiro post de Joyce com a hashtag #euempregadadomestica
Primeiro post de Joyce com a hashtag #euempregadadomestica

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Minha avó materna foi, durante muitos anos, empregada doméstica de famílias de classe média alta na zona sul, em São Paulo. Eu pessoalmente não tenho lembranças dela fazendo relatos, só que ia trabalhar às 4h30 da manhã todos os dias e que voltava pra casa tarde da noite. Levou anos para se aposentar porque o tempo de serviço cumprido como doméstica foi informal – só conseguiu descanso depois de cumprir o tempo de contribuição sendo serviços gerais em uma empresa, ‘limpando privada entupida dos outros’, como falava, às vezes.

Quando mudamos de São Paulo para o Paraná nós tivemos empregadas em casa até os meus 12 anos, para ajudarem minha mãe em manter a ordem da casa com três crianças. Às vezes, fico pensando, tentando lembrar se tínhamos um destes comportamentos escrotos que a gente vê nos depoimentos ou no excelente filme ‘Que Horas Ela Volta?’. O prato na porta do quarto pra empregada recolher no dia seguinte (eu não fazia isso, mas, será que fazia outra coisa?). O comportamento esnobe e elitista, que a vida nos prova, por A+B, que é horrível, horrível.

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É quase impossível não lembrar de tanta coisa que a gente já ouviu em todos estes anos sobre empregadas domésticas. Uma colega próxima me emudecia quando reclamava que a empregada ‘comia demais’ em sua casa. O que dizer quando alguém próximo diz que ‘é um absurdo uma empregada receba os benefícios trabalhistas como os outros trabalhadores’? O textão problematizador do facebook fica em suspenso, pego de surpresa, já que a gente não quer destruir amizades assim, tão abruptamente. (no final das contas, a gente se afasta, porque não consegue se emudecer tanto)

Esta herança escravocrata da classe média brasileira ainda levará anos para acabar. Esta percepção absurda de que se tem direito a ser servido, sempre. #euempregadadomestica escancara a ideia de que as pessoas que fazem serviços domésticos são de menor valor, de menor importância, ou ainda pior, que são sujos e não são dignos dos nossos pratos, talheres ou copos.

incrivelmente, esta foi a 'resposta' dada pela filha da patroa de Joyce O.O
incrivelmente, esta foi a ‘resposta’ dada pela filha da patroa de Joyce O.O

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Muitos depoimentos enviados à página são de pessoas que experenciaram a vida de doméstica muito de perto. Gente que, como eu, tinha um parente próximo (mãe, tias e avós empregadas domésticas) vivendo os preconceitos e humilhações no dia a dia. Muitas pessoas relatam lembranças que viveram na infância, quando levadas ao trabalho da mãe. Privada de estar fora do quartinho dos fundos (voltamos ao filme, perfeito em relatar esta situação!), ter pratos e talheres à parte, ser proibida de se alimentar da mesma comida que os patrões (“este sorvete é o de Fabinho!”, impossível não lembrar). Nossa atual diarista passou algumas semanas sem comer à mesa conosco, de vergonha, por não fazer a refeição com os patrões nas outras casas que trabalha. Foi triste saber disso assim, em 2016, que a empregada não divide a mesa…

É por estas e outras que a voz dada com a hastag #euempregadadomestica é tão importante, tão significativa, tão chocante e tão conflituosa (os comentários na matéria do G1 foram desativados pelo próprio site depois de tantas ofensas racistas). Embora ainda leve um tempo para que a situação se refaça, são iniciativas como esta que apontam quão absurdo é esta ideia de que ‘a pessoa é paga para te servir’, ao invés de pensar que é alguém facilitando sua vida, fazendo um serviço que é de obrigação sua (por estas e outras que em países desenvolvidos, ter um empregado doméstico é um luxo que só quem é realmente rico pode pagar – porque esta relação de desigualdade deve acabar).

Por mais valorização e empatia com aqueles que cuidam dos nossos. Que dobram sua cueca, que deixam sua bagunça reorganizada, que limpam a sujeira que nós fazemos. Por um futuro sem o comportamento do século retrasado.

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na universidade em 2016

(imagens via Pinterest)

Há duas semanas começaram as aulas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e eu sou caloura do curso de artes visuais, depois de 10 anos de formada em jornalismo na Unopar, em Londrina. Tudo ainda é novidade, mas já tive algumas impressões destas primeiras duas semanas de aula, que resolvi fazer em formato de listinha, que é mais gostosinho de ler. Vamos à elas!

  • É diferente ir pra uma faculdade particular e ir para uma pública. Do ambiente escolar aos professores em sala, é tudo diferente, sem entrar no mérito de pior ou melhor, só diferente.
  • Ser uma das mais velhas da turma é completamente novo pra mim, eu sempre estive nas rodinhas dos mais velhos. Mas vamos lá! Tô ansiosa!
  • Ainda fazem aquela roda em que todo mundo se apresenta, diz nome, idade, o que quer no curso, se quer trabalhar como professor (porque o curso é de licenciatura). E eu acho isso tudo um barato. rs
  • Segunda semana de aula e eu já tenho uma caralhada de coisas pra ler. Pra pesquisar. Bibliografia pra conhecer. Conheci a biblioteca da universidade e me vi quase como numa capsula do tempo. É doido.
  • Aqui em Sergipe a faculdade é uma explosão de diversidade de classes sociais. Não vi os super ricos como via na Unopar (a galera que ia com carrões do ano), mas acredito também que possa ter ligação com o horário das minhas aulas (de tarde). Bastante aluno negro e de escola pública. Passei a outra graduação quase toda sem ver negros nos corredores. Um viva à política de cotas!
  • O que eu quero fazer com este curso? Me dar uma nova possibilidade no futuro. Não é isso que todo estudante faz? Eu quero poder chegar aos 40 e ter mais uma coisa nova pra fazer.
  • Estudar artes X ser artista são realmente coisas diferentes. Vamos ver o que eu sou nestes próximos anos!
  • A gente vê a galerinha na sala e fica perguntando: quem será que eu era na primeira graduação? A menina do fundão, o que não consegue fechar o bico ou aquela que sempre chega atrasada? Os papéis parecem nunca mudar. rs
  • A graduação, a gente sabe, não é lá um curso muito prático. Tem um formato de apontar as fontes, apresentar outros universos, fazer você conhecer quanta coisa interessante existe no mundo. A gente sabe que é um formato de estudo que não é atraente para todo tipo de aluno – volume de leituras e aulas que precisam de dedicação. Não é um curso prático.
  • Me vi cheia de ideias e de possibilidades. De executar projetos que fazem muito mais sentido no ambiente ‘escolar/universitário’. O quanto é gostoso ser mais velha e transitar no mundo jovem como expectadora. Poder aprender um monte de coisa nova. Estar em outro ambiente que não o de trabalho.

Por enquanto é isso. Com as greves, o calendário de 2016 está começando só agora, em julho (as férias escolares aqui no nordeste são em junho, por conta dos festejos juninos). Um mundo novo se apresenta! ❤