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Eu desenhando uma folha

Começou o segundo semestre do curso de artes e eu tenho duas disciplinas que envolvem o desenho. Pra muita gente do curso, estas são as aulas ‘mais fáceis’, em que o esforço é mínimo, a única preocupação é estar lá, assinar a lista, entregar a atividade e tchau. Pra mim, são as mentalmente mais difíceis de encarar. Eu, desenhando uma folha, é prova de um sacrifício quase extra-humano (oh, exagero!), aquele esforço enorme para fazer (e mal feito) um desenho que uma colega fez no nosso trânsito, da universidade até o outro local de aulas, enquanto eu dirigia o carro. Claramente alguns tem facilidade pra coisa. Eu sinto meu cérebro fritar.

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Quando decidi que ‘acho que quero mesmo fazer outra faculdade’ (perceba que a decisão veio seguido de um ‘acho que’…), quis fugir das voltas que já tinha feito na vida, até então. Com o que vou trabalhar? Onde isso será útil? Tem emprego pra quem se forma nisso? Como é possível fazer o que se gosta e ainda ser pago dignamente por? Todas as perguntas rondam muitas profissões e quando estudei comunicação parecia óbvio: quem faz jornalismo vai trabalhar num jornal, vai viver escrevendo e conhecendo pessoas (uma forma de ser pago para fazer o que gosta), verá seus escritos transformarem vidas e encontrará utilidade em sua profissão, etc. Nah. Balela. Me formei e os jornais estavam em coma, para morrerem sequencialmente, anos depois. Trabalhava fazendo matérias pelo telefone ou requentando releases recebidos – necas de sair por aí e conhecer gente. O que a gente escreve quase ninguém lê. E por aí vai.

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Na vida como empreendedora, não é necessário contar o obvio: trabalha-se muito, realiza-se muito, ganha-se pouco. É absurdo pensar que parte do meu pagamento é a satisfação de fazer aquilo que eu queria, que tinha sonhado, que estava afim – mas é a verdade, se eu pudesse monetarizar as realizações estaria realmente sendo bem paga. Mas não posso. E a vida, na real é assim mesmo. A gente faz muito, rala muito, se contenta com as migalhas e ainda dá graças a deus por elas. Dá aquele sorrisinho amarelo pro colega que insinua que ‘por não ter horário fixo tem a vida boa’. Respira fundo enquanto a crise política e econômica não passa.

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Eu desenhando uma folha é eu esforço em aprender uma coisa nova, me desafiar, ver meu progresso, quando ele acontece. Em sala de aula ‘tenho domínio’, é só ler os textos, me esforçar para entender aquilo que não ficou claro, conversar, discutir, expor as ideias, nada tão diferente assim das aulas de comunicação. Mas as aulas de desenho… ah, estas me tiram da estabilidade, da tranquilidade. É onde não sou boa, onde minha bagagem de 34 anos de vida não fazem a diferença se eu não sentar e praticar, praticar, praticar. Semestre passado fiz uma mesma aula em duas turmas diferentes para poder finalizar uma atividade (aulas de 4h de duração e ainda assim, eu não conseguia terminar – enquanto colegas fizeram em 40 minutos).

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Resolvi não fazer as perguntas ‘onde vou trabalhar, se é útil ou não’, etc, etc. Vamos estudando, vamos aprendendo, nos esforçando. Uma hora isso dá um resultado. Ou não. A gente segue.

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Conhecer pra trocar ideia

Há alguns dias tenho assistido, lido, visto tanta coisa bacana por aí que tenho um desejo enorme que todo mundo também possa conhecer – e a gente trocar uma ideia massa depois sobre isso. Embora eu perceba que muita gente tem muitas referências parecidas com as nossas, poucas são as oportunidades de compartilhar (de verdade) sobre, não é? Então, vamos começar o processo: eu escrevendo, alguém lendo. E se a gente se ‘trombar’ por aí nestes assuntos em comum, vamos tomar um café? =D

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Conexão Feminista – o canal das jornalistas Heloisa Righetto e Renata Senlle

Conheci o canal e a página no facebook através da querida Tina Lopes (Tina Glue, para os íntimos!rs). Comecei a acompanhar as postagens e, de vez em quando, assistir a um hangout pelo youtube (nunca consegui acompanhar ao vivo). O conteúdo do Conexão Feminista é… feminista, óbvio. Mas de um ponto de vista jornalístico, querendo entender, buscando e trocando informação, respeitando as crenças e ideias do outro. Embora tenha ‘uma bandeira’ a defender, não o faz de forma doutrinária, radical ou extremista. Mostra as nuances que estão no nosso dia a dia com percepção e sensibilidade, entendendo o nosso papel neste mundo tão vasto e diverso. (amo conteúdo de jornalista, é isso!)

Os hangouts que assisti nos últimos dias (e 3 deles, de uma vez só, quase 3h na frente do computador!)

Feminismo Intersecional – https://www.youtube.com/watch?v=RZlcVjlRB1k

Entrevista com Amara Moira – https://www.youtube.com/watch?v=0XO5C7h6nhs

Sobre cabelos brancos – https://www.youtube.com/watch?v=6egBgfep-G0

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Chelsea Does

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Faço uma lista no Netflix pra ter algumas coisas pré-selecionadas quando quero assistir tv. Faz um tempo que tenho visto programas e sugestões pra eu assistir com a humorista Chelsea, mas eu nunca tinha me empolgado muito (não sou lá muito fã de programas de entrevistas de humoristas). Mas estava na lista, si a sipnose e me interessei.

“Chelsea Does” é uma pequena série com 4 mini documentários temáticos em que Chelsea debate sobre um tema em formatos diversos: em uma mesa de jantar com amigos íntimos (e também atores), seu psicólogo em um cenário especial, pessoas que estão fazendo alguma ação, trabalhando em relação ao tema e também pessoas que são contrárias a este trabalho. É uma maneira muito interessante de ter informações quando você pede que a pessoa apresente o que faz, o que pensa, da sua própria visão. Ela trabalhou os temas Casamento, Tecnologia, Racismo e Drogas. Todos os episódios muito, muito bons. O episódio sobre racismo assisti uma segunda vez, porque fiquei muito impressionada com tudo, com a maneira que ela desconstrói o que pensa quando resolve ouvir o outro. É muito foda.

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Criativo e Empreendedor Sim Senhor!

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Comprei o livro da Rafa Capai quase para ‘formalizar’ minha relação com o conteúdo que ela publica. Acompanho seu trabalho desde 2012 e nestes 4 anos vi praticamente ‘viralizar’ sua ação entre artistas/produtores/criativos em geral. Você não conhece a Rafa Capai? Mas como? Precisa saber que é uma mineira multi talentos que produziu uma série de vídeos chamada “Vamo que vamo!”, inconformada ao conhecer tanta gente talentosa contando moedas. Passou a aplicar fundamentos do empreendedorismo ao trabalho dos profissionais da economia criativa, sendo uma das pioneiras neste segmento (o plano da Secretaria de Economia Criativa do Governo Federal é de 2011).

Um tempo depois ela mergulhou de cabeça em produzir conteúdo online para ensinar gente de todo Brasil a empreender dentro da própria profissão, ou seja: se profissionalizar. Muito do conteúdo que ela passava eu usei e apliquei na Bela Prata e fui acompanhando todo o crescimento da Espaçonave. Muita gente bacaníssima faz parte das ex-turmas de cursos e quem acompanha conteúdo de criatividade na internet, talvez já tenha assistido alguma campanha pedindo votos para entrar como bolsista nos cursos da Rafa.

O livro “Criativo e Empreendedor Sim Senhor!” é um livro rápido, prático e cheio de lições muito bacanas para desconstruir as ideias sobre trabalho, sucesso, nossa responsabilidade para fazer dar certo e como despertar as capacidades que a gente já tem – só falta agir mais, se encher de coragem e fazer (afinal, criatividade é AÇÃO). Recomendo pra caramba!

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Karol Conká como apresentadora do Superbonita

Superbonita nunca foi um programa que eu acompanhasse, mas as vezes assistia, se não tinha mais nada na tv e eu queria ficar ali, de bobeira. Mas sempre foi muito ‘coisa de patricinha’. Eu não sou patricinha, eu sou preguiçosa. rs

As mulheres que estavam lá nunca tinham a ver comigo. Elas malham, se dedicam à beleza, ‘só saem de casa maquiadas’, vão pro salão, etc, etc. Eu praticamente sou o avesso disso tudo, salvo a yoga, que não é malhação, mas faz o corpo suar. rs

De toda maneira, comemorei ao saber que a Karol Conká será a próxima apresentadora do programa. Curitibana, negra, da periferia, mãe adolescente, família de pouco estudo. Outra realidade, outra bagagem, outras prioridades, sem dúvida alguma. É uma esperança de poder ver mais diversidade nos espaços da tv, mais sobre beleza negra e todas as outras formas de beleza que não seguem o ‘nosso padrão europeu’.

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E sobre a beleza da diversidade, fui no Mulheres de Luta #2, um encontro de coletivos de mulheres negras, periféricas e, é claro, feministas. Ainda conheço poucas pessoas nestas galeras novas, mas é só indo lá, participando, que a gente vai entender e conhecer as pessoas, não é? Aconteceu na orlinha do bairro Industrial (periferia de Aracaju, próximo ao centro da cidade, na beira do Rio Sergipe), com um vento forte sob a paisagem maravilhosa da ponte Aracaju-Barra e maré do Rio Sergipe, que secou. Roda de conversa sobre As Mulheres Negras nos Espaços de Poder (com a inspiradora Thaty Menezes), apresentação de poesias (liiiiiindas!<3 ), dança e música. A organização foi toda caprichosa, cheio de flores coloridas espalhadas pelo lugar. Seguem algumas fotos:

 

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Sinto como se tudo estivesse do avesso. “Upside down”, como na série Stranger Things. O mundo está ao contrário e ninguém reparou. Não foi exatamente de uma hora para a outra, mas desde o impeachment, me sinto em suspense. Como se estivesse ok todo o massacre que seguiu depois. Um governo sem representatividade. Banindo programas de lutas das minorias. Fazendo reforma na previdência e deixando o pobre ainda mais pobre. Não tocando em discutir impostos sobre heranças, nunca. Vamos tirar qualquer benefício de quem já não tem muito. Não tem muito porque não se esforçou o suficiente. Eu fui um trabalhador honesto e com muito esforço me tornei prefeito de São Paulo. A primeira dama nunca pisou seus pés na cidade. Flutua entre o Jardins e os aeroportos. O ministro da educação diz que professor tem regalias. Re-ga-lias. Professor. Meu deus. Meu deus. O mundo está ao contrário e ninguém reparou. As universidades públicas têm suas verbas cortadas em 45% dos já cortados 50%. Fies pra pobre estudar? Nada disso, corta também. Pré-sal, aquele que era nosso? Deixa os gringos levarem. Encho meu bolso de grana, entrego, sem dó, pra quem me pagar mais. Panelas? Nunca mais bateram. Faz pouquíssimo tempo e a gente tinha esperança. “Esta crise aí veio só pra colocar os pobres no lugar”, uma amiga, profeta que só, disse em 2014. O brasileiro que começou a comer iogurte e a comprar a melhor marca de arroz do supermercado repensa seus ‘luxos’, seus pequenos prazeres. Nós apertamos o cinto, muita gente ainda mais, enquanto que, quem é rico de verdade, não sente nem a marola. E tem gente que apoia. E tem gente que acha certo a PEC 241. O que a gente vai dizer, deste mundo do avesso, desta realidade paralela? Mais um domingo, mais uma segunda. Uma segunda seguida da terça.

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a solidão no empreendedorismo

Os manuais em geral pedem pra gente falar sobre o nosso trabalho, como uma das maneiras de conseguir trocar ideias, apresentá-lo em diversas formas, procurar gente que possa opinar, ajudar, enfim. Mas, na vida real, é tudo muito difícil. Ser empreendedor é também ser solitário de um jeito muito estranho. A gente não consegue conversar com quase ninguém sobre o que estamos fazendo, os nossos medos, incertezas, quando bate aquele desânimo terrível que dá vontade de jogar tudo pro alto. Não tem com quem conversar. Não dá pra abrir esta depressãozinha por aí. ‘Faz mal pros negócios’, já ouvi. Nos calamos e nos fechamos, encorujados nos nossos próprios medos.

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Foi por viver exatamente isso que senti uma vontade enorme de reunir outras empreendedoras mulheres – e se tornou o Jogo de Cintura. Eu tinha certeza absoluta que este turbilhão de sentimentos não rondavam só os meus pensamentos. Outras mulheres viviam com estas incertezas assim como eu. Outros homens também, é claro. O recorte feminino é pra poder abordar outras questões também, que nos afetam profissionalmente por conta do gênero.

Assim, o Jogo de Cintura se tornou minha versão ‘empreendedora da economia criativa’a classificação dada aos profissionais liberais da área de comunicação, artes, produção, música, etc. Promover este encontro de empreendedoras tem sido uma experiência fantástica, que abre portas para outras habilidades e desenvolvimentos. Outros dramas também. Daqueles que a gente só sabe das dificuldades quando começa a fazer, a tirar a ideia da mente e do papel, materializar uma vontade, uma ideia. O tal fazer acontecer.

E aí, volto um pouco pra aquele lugar solitário, em que a gente precisa encorujar para encontrar soluções, novos caminhos. E com quem falar sobre o nosso trabalho? Principalmente este, que saiu da sua cachola e que precisa ser desenvolvido, testado, experimentado? Tenho as minhas dificuldades e não é com qualquer um que consigo trocar. Mas seguimos. Criando, fazendo, testando. A gente só sabe fazer deste jeito.

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tendo as piores visões do futuro

Eu sou uma pessoa muito otimista, daquelas otimistas mesmo (sou empreendedora, gente. Só deus sabe o que a gente passa). Ano passado resolvi desligar a tv pelas manhãs (assistíamos jornais) para poder manter meu otimismo e pensar além da crise. Funcionou tão bem que abrimos um novo ponto comercial, dobramos o número de funcionárias e estávamos focados em manter o otimismo. Este ano, diante de tantos fatos, acho que estou fraquejando no sentimento.

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– Não adianta continuar pensando que nós teremos novas eleições. Nós não teremos, Denise, desiste desta ideia.

Assim encerramos o papo antes das 8h, chegando na nossa prática de yoga. Era preciso concentração para fazer os ássanas sincronizados com a respiração. Meu marido mandou uma real que eu, a otimista, não quero acreditar que seja a verdade: não temos a menor chance de termos novas eleições, o governo golpista vai até o final do mandato, destruindo tudo o que foi difícil pra caramba para se conquistar.

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Quando me dei conta, estava atordoada com a ideia de que teremos o mordomo-vampiro até 2018. Cortes em conquistas sociais e de direitos. Gastos além do previstos, assim como se criticava do governo Dilma. O triunfo do ‘orgulho de ser ignorante’ da nossa classe média. O que poderia vir a acontecer se os conservadores ignorantes, fugidos dos bancos universitários, emplacassem o escola sem partido? Não vamos ter novas eleições tão cedo. Quando me dei conta disso, me senti em luto.

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Este governo está representando o alto empresariado do país, muitos desses que perpetuam comportamentos de proibir babá de usar banheiro, por exemplo. Eu, empreendedora pequena, sou a ralé das empresas, pagando impostos abusivos, zero incentivo fiscal, mão desproporcionalmente pesada na CLT (no que se diz respeitos a impostos pagos para o governo).

A minha voz não tem representante no governo pra fazer lobby de nada que nos beneficie ou nos auxilie. Assim como a grande maioria dos brasileiros, eu sou desassistida como pequena empresária, como também era no governo anterior. Mas o golpe tem cara de que está ajudando o empresariado – mas ó, galera, não é pra gente não! Nós somos os pobres da galera que manda na grana de verdade, se liga!

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Olha, tá rolando um papo aí que o Trump vai ganhar nos EUA e vai ser tipo o Brexit, da Inglaterra e União Européia. É a maior bad trip do universo, minha gente. Vai ser louco. Vai ser intenso. Mas não vai ser legal.  São as piores visões de futuro quando o otimismo perde o fôlego.

 

Este vídeo está na integra, é muito foda. Falando o quanto a nossa bipolaridade é burra, entre outras coisas fantásticas.

 

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na universidade em 2016

(imagens via Pinterest)

Há duas semanas começaram as aulas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e eu sou caloura do curso de artes visuais, depois de 10 anos de formada em jornalismo na Unopar, em Londrina. Tudo ainda é novidade, mas já tive algumas impressões destas primeiras duas semanas de aula, que resolvi fazer em formato de listinha, que é mais gostosinho de ler. Vamos à elas!

  • É diferente ir pra uma faculdade particular e ir para uma pública. Do ambiente escolar aos professores em sala, é tudo diferente, sem entrar no mérito de pior ou melhor, só diferente.
  • Ser uma das mais velhas da turma é completamente novo pra mim, eu sempre estive nas rodinhas dos mais velhos. Mas vamos lá! Tô ansiosa!
  • Ainda fazem aquela roda em que todo mundo se apresenta, diz nome, idade, o que quer no curso, se quer trabalhar como professor (porque o curso é de licenciatura). E eu acho isso tudo um barato. rs
  • Segunda semana de aula e eu já tenho uma caralhada de coisas pra ler. Pra pesquisar. Bibliografia pra conhecer. Conheci a biblioteca da universidade e me vi quase como numa capsula do tempo. É doido.
  • Aqui em Sergipe a faculdade é uma explosão de diversidade de classes sociais. Não vi os super ricos como via na Unopar (a galera que ia com carrões do ano), mas acredito também que possa ter ligação com o horário das minhas aulas (de tarde). Bastante aluno negro e de escola pública. Passei a outra graduação quase toda sem ver negros nos corredores. Um viva à política de cotas!
  • O que eu quero fazer com este curso? Me dar uma nova possibilidade no futuro. Não é isso que todo estudante faz? Eu quero poder chegar aos 40 e ter mais uma coisa nova pra fazer.
  • Estudar artes X ser artista são realmente coisas diferentes. Vamos ver o que eu sou nestes próximos anos!
  • A gente vê a galerinha na sala e fica perguntando: quem será que eu era na primeira graduação? A menina do fundão, o que não consegue fechar o bico ou aquela que sempre chega atrasada? Os papéis parecem nunca mudar. rs
  • A graduação, a gente sabe, não é lá um curso muito prático. Tem um formato de apontar as fontes, apresentar outros universos, fazer você conhecer quanta coisa interessante existe no mundo. A gente sabe que é um formato de estudo que não é atraente para todo tipo de aluno – volume de leituras e aulas que precisam de dedicação. Não é um curso prático.
  • Me vi cheia de ideias e de possibilidades. De executar projetos que fazem muito mais sentido no ambiente ‘escolar/universitário’. O quanto é gostoso ser mais velha e transitar no mundo jovem como expectadora. Poder aprender um monte de coisa nova. Estar em outro ambiente que não o de trabalho.

Por enquanto é isso. Com as greves, o calendário de 2016 está começando só agora, em julho (as férias escolares aqui no nordeste são em junho, por conta dos festejos juninos). Um mundo novo se apresenta! ❤