Sem categoria

Conhecer pra trocar ideia

Há alguns dias tenho assistido, lido, visto tanta coisa bacana por aí que tenho um desejo enorme que todo mundo também possa conhecer – e a gente trocar uma ideia massa depois sobre isso. Embora eu perceba que muita gente tem muitas referências parecidas com as nossas, poucas são as oportunidades de compartilhar (de verdade) sobre, não é? Então, vamos começar o processo: eu escrevendo, alguém lendo. E se a gente se ‘trombar’ por aí nestes assuntos em comum, vamos tomar um café? =D

****

Conexão Feminista – o canal das jornalistas Heloisa Righetto e Renata Senlle

Conheci o canal e a página no facebook através da querida Tina Lopes (Tina Glue, para os íntimos!rs). Comecei a acompanhar as postagens e, de vez em quando, assistir a um hangout pelo youtube (nunca consegui acompanhar ao vivo). O conteúdo do Conexão Feminista é… feminista, óbvio. Mas de um ponto de vista jornalístico, querendo entender, buscando e trocando informação, respeitando as crenças e ideias do outro. Embora tenha ‘uma bandeira’ a defender, não o faz de forma doutrinária, radical ou extremista. Mostra as nuances que estão no nosso dia a dia com percepção e sensibilidade, entendendo o nosso papel neste mundo tão vasto e diverso. (amo conteúdo de jornalista, é isso!)

Os hangouts que assisti nos últimos dias (e 3 deles, de uma vez só, quase 3h na frente do computador!)

Feminismo Intersecional – https://www.youtube.com/watch?v=RZlcVjlRB1k

Entrevista com Amara Moira – https://www.youtube.com/watch?v=0XO5C7h6nhs

Sobre cabelos brancos – https://www.youtube.com/watch?v=6egBgfep-G0

****

Chelsea Does

jm3zkzdbqrsebyijsynp

Faço uma lista no Netflix pra ter algumas coisas pré-selecionadas quando quero assistir tv. Faz um tempo que tenho visto programas e sugestões pra eu assistir com a humorista Chelsea, mas eu nunca tinha me empolgado muito (não sou lá muito fã de programas de entrevistas de humoristas). Mas estava na lista, si a sipnose e me interessei.

“Chelsea Does” é uma pequena série com 4 mini documentários temáticos em que Chelsea debate sobre um tema em formatos diversos: em uma mesa de jantar com amigos íntimos (e também atores), seu psicólogo em um cenário especial, pessoas que estão fazendo alguma ação, trabalhando em relação ao tema e também pessoas que são contrárias a este trabalho. É uma maneira muito interessante de ter informações quando você pede que a pessoa apresente o que faz, o que pensa, da sua própria visão. Ela trabalhou os temas Casamento, Tecnologia, Racismo e Drogas. Todos os episódios muito, muito bons. O episódio sobre racismo assisti uma segunda vez, porque fiquei muito impressionada com tudo, com a maneira que ela desconstrói o que pensa quando resolve ouvir o outro. É muito foda.

****

Criativo e Empreendedor Sim Senhor!

rafa

Comprei o livro da Rafa Capai quase para ‘formalizar’ minha relação com o conteúdo que ela publica. Acompanho seu trabalho desde 2012 e nestes 4 anos vi praticamente ‘viralizar’ sua ação entre artistas/produtores/criativos em geral. Você não conhece a Rafa Capai? Mas como? Precisa saber que é uma mineira multi talentos que produziu uma série de vídeos chamada “Vamo que vamo!”, inconformada ao conhecer tanta gente talentosa contando moedas. Passou a aplicar fundamentos do empreendedorismo ao trabalho dos profissionais da economia criativa, sendo uma das pioneiras neste segmento (o plano da Secretaria de Economia Criativa do Governo Federal é de 2011).

Um tempo depois ela mergulhou de cabeça em produzir conteúdo online para ensinar gente de todo Brasil a empreender dentro da própria profissão, ou seja: se profissionalizar. Muito do conteúdo que ela passava eu usei e apliquei na Bela Prata e fui acompanhando todo o crescimento da Espaçonave. Muita gente bacaníssima faz parte das ex-turmas de cursos e quem acompanha conteúdo de criatividade na internet, talvez já tenha assistido alguma campanha pedindo votos para entrar como bolsista nos cursos da Rafa.

O livro “Criativo e Empreendedor Sim Senhor!” é um livro rápido, prático e cheio de lições muito bacanas para desconstruir as ideias sobre trabalho, sucesso, nossa responsabilidade para fazer dar certo e como despertar as capacidades que a gente já tem – só falta agir mais, se encher de coragem e fazer (afinal, criatividade é AÇÃO). Recomendo pra caramba!

****

Karol Conká como apresentadora do Superbonita

Superbonita nunca foi um programa que eu acompanhasse, mas as vezes assistia, se não tinha mais nada na tv e eu queria ficar ali, de bobeira. Mas sempre foi muito ‘coisa de patricinha’. Eu não sou patricinha, eu sou preguiçosa. rs

As mulheres que estavam lá nunca tinham a ver comigo. Elas malham, se dedicam à beleza, ‘só saem de casa maquiadas’, vão pro salão, etc, etc. Eu praticamente sou o avesso disso tudo, salvo a yoga, que não é malhação, mas faz o corpo suar. rs

De toda maneira, comemorei ao saber que a Karol Conká será a próxima apresentadora do programa. Curitibana, negra, da periferia, mãe adolescente, família de pouco estudo. Outra realidade, outra bagagem, outras prioridades, sem dúvida alguma. É uma esperança de poder ver mais diversidade nos espaços da tv, mais sobre beleza negra e todas as outras formas de beleza que não seguem o ‘nosso padrão europeu’.

****

E sobre a beleza da diversidade, fui no Mulheres de Luta #2, um encontro de coletivos de mulheres negras, periféricas e, é claro, feministas. Ainda conheço poucas pessoas nestas galeras novas, mas é só indo lá, participando, que a gente vai entender e conhecer as pessoas, não é? Aconteceu na orlinha do bairro Industrial (periferia de Aracaju, próximo ao centro da cidade, na beira do Rio Sergipe), com um vento forte sob a paisagem maravilhosa da ponte Aracaju-Barra e maré do Rio Sergipe, que secou. Roda de conversa sobre As Mulheres Negras nos Espaços de Poder (com a inspiradora Thaty Menezes), apresentação de poesias (liiiiiindas!<3 ), dança e música. A organização foi toda caprichosa, cheio de flores coloridas espalhadas pelo lugar. Seguem algumas fotos:

 

Anúncios
cotidiano

Final do primeiro semestre

No começo do ano passado resolvi me inscrever para fazer o Enem. Queria pensar na possibilidade de estudar algumas coisas que eu já gostava bastante e trilhar uma nova perspectiva para os anos depois dos 40… Um plano B para o meu já plano B. Em janeiro deste ano saíram as notas e pela primeira vez na vida, eu tinha pontuação para fazer o que eu quisesse, dos cursos que eu já tinha afinidade e pensava em entrar. Escolhi estudar artes mais por conta do horário (tardes) do que simplesmente pelo curso. Não estava disposta a fazer outra graduação de noite e consegui organizar os horários dos quiosques para estar na universidade.

As aulas começaram em julho e foi uma luta organizar a rotina nas primeiras semanas. A universidade é grande, sem sinalização ou mapa de onde ficam as didáticas (prédios onde acontecem as aulas). Perdida, caminhava bastante dando voltas homéricas, por ainda não entender que o ‘Moura’ fica ao lado do estacionamento onde meu carro estava, por exemplo. Me sentia cansada, emagreci – até entrar na nova rotina e me readaptar a estar na sala de aula, fazer trabalhos, ler textos no xerox, discutir pontos interessantes com o professor. Fazer novos amigos, trocar ideias, se interessar por coisas completamente novas, produzir. Quanta coisa gostosa neste tempo todo!

Chegamos a um final de semestre estremecidos com a PEC e enlouquecidos com os trabalhos finais. A turma foi afinando, perdendo um aqui, outro ali, para restar um grupo menor. As relações e grupos se consolidaram, as amizades ganharam força. Consegui finalizar o semestre com bons trabalhos e participação em quase tudo (só um professor ainda dará uma prova semana que vem).

Descobri que algumas coisas que eu amo e já investigo dão em linhas de pesquisa interessantíssimas. Estudo coisas que tenho prazer em ler, pesquisar. Visualizei um mundo novo e possível.