cotidiano

18 coisas sobre mim

Tá rolando uma brincadeira no facebook dizendo para que a gente conte ‘uns par de coisas’ sobre nós mesmos, publicamente. Vou fazer minhas listinha, porque a gente ama falar sobre nós mesmos e fazer listas:

1 – Nunca pensei que fosse ter gatinhos de estimação (hoje tenho 3 e amo!). Por muitos anos, tive medo de gatos.

2 – Tenho uma energia incrível para começar coisas novas. Trabalho boa parte do tempo tentando manter esta energia para ‘continuar’ as coisas que começo.

3 – Tenho um baú de coisas antigas que guardo desde recortes de revistas a diários, cartas, cartões, lembranças. Tenho um tantinho de problema em me desfazer de lembranças.

4 – Já morei em várias cidades e convivi com gente de várias outras cidades. Isso me faz ter amigos por tudo quanto é canto e eu adoro isso.

5 – Sou paulistana, mas ter sido criada no Paraná fez de mim alguém diferente do que eu seria se continuasse em São Paulo. Não sei explicar. Assim que mudamos (eu tinha 7 anos) percebi o quanto várias coisas legais passaram a acontecer, transformando uma mudança grande (que poderia ser um desastre) em algo maravilhoso. Eu tinha plena consciência, tão novinha, de que minha vida estava melhorando e eu estava tendo oportunidades que eu não teria antes.

6 – Sou considerada extrovertida, mas amo ter o meu espaço, o meu cantinho, não conversar com ninguém por horas e horas, poder ficar na minha, com o meu sonzinho, as minhas coisinhas, no meu mundo.

7 – Aliás, gosto muito de fazer coisas sozinha. Em Curitiba ia muito ao cinema e a museus sozinha (gosto de companhia, mas gosto também de ir comigo mesma). Normalmente compro roupas e sapatos sozinha também. Viagem sozinha é minha modalidade favorita.

8 – Sempre quis ser dona do meu próprio negócio, apesar da instabilidade, foquei na liberdade de poder fazer o seu próprio horário e sua própria rotina. Tem segundas-feiras que passo o dia de pijama, mas em muitos sábados à noite ou domingos de tarde, tô trabalhando – e amo esta liberdade.

9 – Tive uma infância de muita tranquilidade financeira, que se acabou assim que fiz 17 anos. Os aprendizados que tive a partir disso moldaram parte do que sou hoje. A vida muda bastante quando você passa meses só comendo ovo e linguiça, complementando o arroz com feijão.

10 – Meus pais são exemplos de resiliência pra mim. Muitas vezes, sinto que o erro deles foi a maneira que tive de aprender a lidar com as coisas da vida. Tê-los enfrentando os desafios da vida foi e é muito inspirador.

11 – Meu gosto por plantas provavelmente veio da minha mãe (e também da minha avó paterna, que tem o dedo verde!). Passo batido num shopping em liquidação, mas não resisto a uma ‘feira de Holambra’, encho caixas com mudinhas, fico empolgadíssima!

12 – Sou solar. Gosto de dias de céu aberto, gosto de praia, de sol esquentando a pele, gosto das cores fortes de verão, de estampas, de referências tropicais.

13 – Ter uma ótima coordenação motora me fez ser uma boa atleta na adolescência e impor respeito de colegas meninos na escola. Fui capitã do meu time de volei por alguns anos, participei de campeonatos por várias regiões do Paraná, exercitei a liderança desde cedo, com muito aprendizado. Toda criança cheia de energia deveria ter a oportunidade de se dedicar a um esporte.

14 – No sul, eu sou ‘morena’, aqui no nordeste eu sou ‘branquinha’. Aprendi muito sobre a percepção do outro sobre nós mesmos convivendo com gente diferente, sempre. Ter sido tratada com indiferença em tantos lugares ou situações exercitou ainda mais minha empatia.

15 – Nunca pensei que estaria casada antes dos 30 anos, mas aconteceu. Ter um companheiro para dividir a vida é muito, mas muito bom.

16 – Tenho mil e um processos criativos ‘em processo’. Dependendo do olhar, eu sou completamente maluca – e passo a esconder as mil coisas que penso, crio, com medo e vergonha do julgamento alheio. Sempre que posso me escondo na bolha.

17 – Tenho muitas habilidades e sei fazer muita coisa, mas nada ‘com perfeição’. Já tive muitas crises por conta disso, hoje em dia estou mais pacificada com o meu jeito de ser. Acredito que tudo é uma oportunidade de aprender a ser uma pessoa melhor. Nenhuma escolha é em vão – e todas elas podem abrir novas portas, janelas, portais.

18 – Me recarrego na natureza. Sou daquelas que, se a vida permitir, vai morar no sítio, com pomar, horta e bichos, assim que a internet chegar por lá. rs

Sem categoria

Onde é fracasso, onde é aprendizado

Eu havia entrado no desafio de #30ideias30dias em que escreveria sobre criatividade todos os dias, durante o mês de junho. Claramente, não consegui cumprir a tarefa. Parte de tornar público seu desafio é você se sentir responsável também pela expectativa alheia. Ter de vir aqui, se explicar, é muito mais constrangedor e difícil do que se manter ao desafio (entre outros estímulos, é claro).

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Sempre tive dificuldade em desafios como este (comentei em um dos posts anteriores), por nunca conseguir persistir o suficiente para conseguir finalizar os 30 dias. Eu estava afiadíssima no começo e tinha bolado uma estratégia de escrever mais quando estava com vontade – e programar o post para outro dia – mas este não era o objetivo do negócio. Eu estava ali para diariamente, me inspirar de forma criativa e compartilhar isso. E passei a questionar o quanto conseguiria transmitir em textos aquilo que se passava no meu mundo particular.

Uma das questões de voltar a escrever em blogs (taí a Central do Textão, que me fez sentir parte de um sentimento muito comum) é que me sentia irrelevante escrevendo, na irrelevância de ser na internet que sou e continuo sendo. Não conseguia escrever ‘olha como eu consegui, você consegue também!’, porque, autocrítica um tanto extremo, não queria soar como uma autoajuda barata. Praticamente inevitável.

Nestes dias, percebi com muita clareza como o processo criativo acontece em mim: somo quase todos os estímulos que dou a mim mesma, tenho momentos de ‘obrigações relaxantes’ (como cuidar das plantas, por exemplo), outros momentos de pura necessidade (quando é preciso formatar algo para a comunicação da minha marca) e aqueles de observar o mundo ao meu redor. Não tenho fórmula mágica para ser criativa e não conseguiria escrever sobre isso todos os dias. Foi aí que tudo travou na hora de compartilhar em textos.

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Depois de muitos aprendizados de vida na internet, passei a ser uma pessoa reservada publicamente. Não sou mais tão fã de compartilhar-compartilhar-compartilhar tudo o que faço, penso, vou, como, leio. Acredito que este comportamento é um tanto carência, necessidade de aprovação alheia em forma de likes, além de gerar ciúmes e inveja, sentimentos ruins, porém, absolutamente naturais. São coisas que a gente vai aprendendo da gente mesmo ao longo dos anos. Cada um à sua maneira.

Passei a ficar mais introspectiva nas minhas ideias, projetos, bobagens, escrevendo boa parte dos meus desejos no papel. Tenho tido um aprendizado fantástico neste processo (já falei em outro post também), porque consigo ir além do desejo para a realização, mesmo que isso demore alguns anos… Sou curiosa por natureza, gosto de ler (mas não sou tarada de literatura, gosto de ler revistas, livros de arte), amo observar e sou apaixonada por trocar ideias. E fui assim em boa parte da vida.

Queria muito conseguir persistir em um desafio mensal e realmente me sinto um tanto frustrada por ter desistido. Apesar disso, acredito no meu potencial criativo e em tudo que faço neste sentido. Só funciono de uma maneira diferente.

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Acabei de receber o link deste vídeo, que fala sobre a educação na Finlândia (é um pedaço de um documentário do Michael Moore). Mostra como as crianças são educadas com liberdade, fluidez, aprendizado com todas as atividades do seu dia (independente do tempo na escola). É assim que a criatividade e a curiosidade passam a ficar dentro de nós.

 

 

Vida empreendedora

uma coisa, que leva a outra, que leva a outra…

Dia desses, resolvi reler um livro que tinha gostado muito. Foi lançado em 2008 e é o Histórias de Mulheres, da Rosa Montero, jornalista espanhola. Com 15 importantes histórias sobre mulheres que fizeram diferença em sua época, seja por escrever e publicar livros, casar-se mais de uma vez, fazer sucesso e ganhar dinheiro ou as que tiveram relações de dependência e opressão dos maridos. Um ótimo texto sobre o livro é este aqui, A Viagem Existencial aos Extremos do Ser.

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O li assim que foi lançado no Brasil. Devorei os contos em pouquíssimo tempo e passei a dá-lo de presente a toda amiga que fazia aniversário. Acho que devo ter comprado uns 5, 6 livros e o emprestei algumas vezes também (depois da última, que devolveu o livro com frases grifadas, desisti). Queria que todo mundo lesse para que pudéssemos conversar sobre tantas coisas fantásticas que o livro nos trouxe. Uma inquietação misturada com pertencimento, com identificação. Foi lindo!

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Hoje, relendo o livro e sua fantástica introdução, percebo o quanto aquela leitura influenciou meus caminhos. Há anos tenho tido vontade de trabalhar com mulheres e suas histórias, tal qual a Rosa Montero, mas dentro das minhas limitações e capacidade, é claro. E aí, no final de 2015 nasceu o Mulheres Inspiradoras, um projeto de empoderamento, auto estima e valorização da mulher.

É claro que o livro não é o único responsável na inspiração do projeto. São leituras, músicas, conversas, experiências, que se juntam num caldeirão na nossa mente, até que a ideia surge. Parece que é espontânea e quase como um passe de mágicas, mas é o que temos em conjunto que faz toda a diferença.

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Tudo isso para contar que acabei de assistir “She Is Beautiful When She-s Angry“, um filme sobre o feminismo nos Estados Unidos e sua trajetória de ações e conquistas ao longo destes 56 anos. São tantas coisas para conversar, para comentar, tanta informação veio dali! Quero que todo mundo assista, pra gente poder conversar mais a respeito! Tem no Netflix e acredito que já tenha algum torrent pra baixar.

Senti que a pauta das discussões delas, no começo dos anos 60, são as nossas agora. (foi triste. Culpabilização da vítima em crimes de estupro, igualdade de salários, divisão de tarefas domésticas, cantadas na rua). Assista ao trailer e se inspire!

Vida empreendedora

Como ser mais criativo

Ilustração de Gonçalo Viana, feito para a revista Mente e Cérebro
Ilustração de Gonçalo Viana, feito para a revista Mente e Cérebro

O criativo é um curioso, sem sombra de dúvidas. Fica sempre buscando uma maneira diferente para resolver problemas ou situações, é inquieto e acha que ‘pode melhorar’ a maioria das coisas que vê. Uma parte de objetos, acessórios e ferramentas que temos no mercado hoje nasceram destas indagações: será que eu não consigo resolver este problema de outra maneira? Não existe uma forma de melhorar? A curiosidade é aquela inquietação que nos tira do conforto, nos faz conhecer lugares, gente, sabores, sons, cores, entre tantas outras coisas, que nunca tínhamos visto. O prazer de experimentar, de conhecer, de saber mais.

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Sempre adorei ler revistas e na infância fui privilegiada com uma família que proporcionava este pequeno luxo em casa. Era a maneira de obter informação nova, cheia de tendências, descobertas, explicações. Eu amava reler revistas antigas, saber de receitas, fazer seus testes, aquela coisarada toda. Acho muito legal poder explorar a minha criatividade com algo que já gosto bastante – a leitura de matérias e artigos jornalísticos. (o jornalismo nunca saiu de mim, de alguma maneira) Saber cruzar informações para poder ter questionamentos – e maneiras práticas e inventivas de solucionar o que aparecer no dia a dia. Pra mim é fundamental!

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Quando deixo minha mente vagar em situações de descanso ou nas cotidianas (lavando a louça do almoço, por exemplo), permito que minhas sinapses fluam mais rápidas e sem interrupções. São nestes momentos de onda perfeita que a solução iluminada aparece. E a partir dela, uma avalance de listas, maneiras, gente e agitação tomam conta de mim.

Como ser criativo? É importante ter vontade de aprender coisas novas. Desafiar suas mãos e pensamentos a experimentarem o diferente. Deixar que seu cérebro aprenda algo novo, faça novas conexões, outros caminhos para as sinapses. Em algum momento ele vai ligar os novos caminhos aos antigos, levando você a lugares nunca imagináveis. Basicamente, para ser criativo é importante se jogar.

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Para quem gosta de ler artigos e matérias, tem duas bem bacanas sobre criatividade e seu funcionamento no cérebro.  Um esforço de criatividade (2015), Criatividade é usar o cérebro de um jeito diferente (2013), Desejo de saber (2016)

Vida empreendedora

papel para organizar as ideias

A primeira parte de um processo criativo é a inquietação. Encasquetamos com algum assunto, ideia e passamos a ficar meio obcecados, quase sem outro tema para pensar ou conversar. Tem gente que adora conversar sobre. Fala com amigos, parentes, gente na internet. Eu gosto de pesquisar e também de fazer alguns rabiscos no papel. Parte do meu processo passa sempre pelo papel.

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Não sei exatamente como serão as próximas gerações, tão digitais, digitalizados, dedinho que desliza na tela desde a infância. Quando eu era pequena a diversão era pegar um papel, um lápis, caneta, giz de cera e rabiscar, desenhar, ‘imprimir’ com as próprias mãos. Há um tempo me interessei pelo tema como pesquisa e comecei a perceber que, quando escrevemos à mão, a chance da gente fixar mais as ideias aumenta (matérias legais aqui e aqui) . O ato de transmitir uma vontade/desejo/sonho para o papel aumenta substancialmente as chances daquilo se realizar.

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Fui da fase da agenda, dos diários, dos cadernos pautados para escrever em momentos de inspiração. Passei por bloquinhos, molesquines, e a um tempo, estacionei nos cadernos que passei a produzir, em tamanho quase A4. Encadernados a mão, colados com afeto e carinho, encapados com desejo de ver todas aquelas páginas brancas cheias de rabiscos. Fiz o primeiro neste formato em 2013 e neste ano, 2016, adotei um novo caderno de processos criativos, onde escrevo ideias, sonhos, vontades, projetos. O primeiro usei muito como ferramenta de auto-conhecimento e tive a alegria de provar que SIM, escrever faz as coisas acontecerem!

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Ao longo dos quase 3 anos que o caderno antigo me acompanhou, puder vivenciar a realização de alguns sonhos escritos naquelas páginas em branco. Sonhos que começaram como uma ideia maluca, muitas vezes sem pé nem cabeça, mas que ganharam forma e vida, saindo dali para o meu cotidiano. De campanhas de promoção e publicidade para a Bela Prata a viagens, roteiros, enfeites para a casa, projetos para aplicação na marca, para quando fosse necessário. Organizava meus pensamentos escrevendo, às vezes era como se, ao escrever, tirasse de dentro de mim aquela ideia que me ‘incomodava’. E foi assim por todo período.

Diversas vezes voltei às anotações e pimba!, tinha uma ideia bacanuda, prontinha, entre os escritos. Em outras, fazia listas, pensava na produção, na equipe, como que seria feito – pra nunca mais voltar a interagir com aquelas ideias todas. Acontece também.

Resolvi compartilhar algumas das minhas anotações aqui no blog. Algumas delas saíram do papel e se tornaram campanhas (pratique gentileza, em 2014), outros projetos, se materializaram (o segundo quiosque da Bela Prata ❤  e a nossa alteração de comunicação visual pelos cobogós). Tudo muito importante dentro do meu processo de criação e ideias.

 

Vida empreendedora

sem culpa e sem grilos

Já comecei o desafio perdendo o segundo dia. Pode? Ah, talvez possa. Vou continuar, mesmo assim. Falar dos meus processos é também falar de mudanças no percurso. Há quem diga que isso é falta de persistência e foco, mas não. Tento explicar: visualizo muitas possibilidades.

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Ontem foi um sábado de trabalho. Fui abrir um dos quiosques, já que estou com uma funcionária de férias. A última a tirar férias este ano, em 2017 serão sete. Sete. O movimento estava fraco, o que permitiu que eu fizesse uma pequena reunião de compra com um novo fornecedor e logo depois, etiquetar peças, colocar à venda, fazer fotos para postar no instagram. É tudo assim, dinâmico mesmo. Aproveita que o sócio está perto configurando o sistema e já o faz de modelo, click, click, fotos postadas.

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Depois do horário no shopping, reunião com duas parceiras de trabalho. Ando fazendo várias parceiras de trabalho. Mulheres que, como eu, são da ação e gostam de produzir. E lá vamos nós para o próximo projeto. Dividimos sonhos, vontades, limitações, eu explico o que anda rondando a minha cabeça. Saio da reunião visualizando meu futuro, nele Eduardo Coutinho me daria um abraço, de alegria. Os sonhos são também parte de uma imaginação fértil e inocente. Gosto de preservar isso.  Quando chego em casa vou dar um pouco de atenção ao gatinho novo que adotamos. Pudim. ❤ Veio com gripe e com um começo de sarna, fica isolado por 20 dias até sarar. Depois dali, banho e marido e eu saímos pra comer. Vamos ao Tas? O melhor hamburguer de Aracaju. O melhor.

Voltamos, tentamos assistir a um filme. Aqui em casa a gente tem um jeito peculiar de assistir: se estamos achando chato, paramos e escolhemos outro. Sem dó. Sem pensar que ‘paguei pela fita, vou ver até o final’. Deus abençoe a Netflix! Começamos outro, igualmente chato. E aí, desistimos de ver filmes, estamos com a ‘mão ruim’. Levamos o Pudim pra conhecer o gramado da frente da casa, a garagem, os mil cantinhos que temos para ele explorar. O ciático manda lembranças e vou deitar. Na leitura de cabeceira, a revista recém-comprada (Mente e Cérebro, onde li um artigo falando sobre as mulheres serem mais longevas que os homens). Soninho e fim do dia.

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Pode parecer falta de persistência, mas não. Depois de um dia cansativo de trabalho e reunião, eu devia ter vindo escrever, já que estou no desafio. Acho mais importante dar atenção ao gato, ao marido, sair pra comer uma comida gostosa, ver um filme pra relaxar. Esta leveza é importante para desenvolver a minha criatividade. Entendo perfeitamente que devo insistir e fazer um exercício diário, mas só de pensar que eu devia ter levantado às 23h40, (quando lembrei do desafio) para escrever, não consigo. Entendo que sou mais feliz indo pra cama. E não ter culpa faz parte do meu processo.

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Hoje, pra escrever, até tentei escutar alguma música, mas não consegui. Hoje foi dia de contemplar o barulho do ventilador.

Vida empreendedora

30ideias30dias

Fui vítima da última atualização do Windows 10. Um amigo instalou e gostou, eu li algumas resenhas, como eu não havia me adaptado ao 8, resolvi tentar. Frustração. Meu laptop novinho (de 2 anos, pra mim é novinho!) virou uma carroça. Podia abrir programas e sair pra buscar um café. Insuportável!  Para fazer um reset e voltar às configurações iniciais, dias de backup com HD externo, mais as tretas mil que acontecem nestas zeradas do sistema. Alguns dias sem computador.

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DIA1 é hoje, três de junho, sexta-feira, do desafio #30ideias30dias , da Espaçonave, a empresa fantástica da Rafa Capai. Eu sou péssima para desafios de persistência. Tenho um jeito muito particular de produzir e a persistência diária nunca foi um foco, uma obsessão. Tenho momentos de explosão de produção e faço muitas coisas criativas numa tacada só. Mas preciso dos meus dias de nada. De não ter nenhuma responsabilidade. Às vezes funciona, em outras nem tanto.

A Rafa Capai eu ‘conheci’ fuçando em assuntos ligados ao universo artístico e também sobre empreendedorismo. Ela tem uma visão empreendedora para que artistas e produtores independentes se profissionalizem. Eu assistia aos vídeos o Vamo Que Vamo com uma visão de comerciante, aproveitando as lições e as confirmações de ideias que eu tinha, ouvindo ela. E de forma didática e bem prática, fui aplicando o estilo de pensar meu empreendimento de forma artística também.

E sabe.. eu acredito nos desafios propostos por ela, pensado de uma maneira muito prática, objetiva… resolvi me desafiar. =D

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Eu pareço aquelas malucas com ideias mirabolantes, conhecendo gente nova por aí. (Amo conhecer gente nova, sempre fui assim.) Tenho umas cinco ideias andando em paralelo na minha cabeça, nos meus papéis e nas minhas ações. Consegui formatar os meus dias, trabalho e produção ao tempo que eu mesma gerencio. E tenho esta explosão de criar algumas coisas (que vão de plantas, vasos, cadeiras, parede, fotos, festinhas, comidas). O processo em que tudo isso acontece é sinérgico e meu, particular. É muito lento, mas tem funcionado. Eu tenho uma visão a longo prazo bastante otimista.

Então, neste desafio de, durante, 30 dias, persistir em algo criativo e que instigue sua criatividade, vou escrever por 30 dias, todos os dias, contando um pouco dos processos, as aplicações e como isso tem dado resultado. Às vezes vai parecer meio DIY demais, porque inventar bobeirinhas faz parte da brincadeira.

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Parte da brincadeira vai ser diariamente indicar uma música boa pra ouvir.  Hoje vamos de Lucro Descomprimido, com o Baiana System.

 

E lá vamos nós!