Pauta Nacional

Pensar em mobilidade

Há alguns dias a prefeitura de São Paulo decidiu mudar algo na rotina da cidade: as marginais (Pinheiros e Tietê) tiveram suas velocidades alteradas, de 70km para 50km/h (via local) e de 90km/h para 70km/h (via expressa). Uma alteração significativa no trânsito e na rotina de quem trafega diariamente por ali.

Aqui de Sergipe, acabei acompanhando boa parte da polêmica – além da família morando em São Paulo, eu estava recebendo meus tios, que deram suas opiniões sobre o assunto. Aparentemente todo mundo é contra a mudança. “Onde já se viu baixar tanto a velocidade? Todo mundo vai se atrasar para chegar no trabalho!”

Os argumentos da prefeitura são bastante razoáveis, afirmando que, com uma via mais lenta, a chance de acidentes cai – diminuindo também as intermináveis filas de congestionamentos quando uma pista é interrompida por um acidente, mesmo que pequeno. Quanto mais baixa a velocidade máxima, maior é a velocidade média dos motoristas.

Pra mim, a coisa mais fantástica que a prefeitura conseguiu fazer com esta medida é trazer o assunto ‘mobilidade’ para todas as rodas de conversas da cidade – no bar ou no grupo do whatsapp. É entre argumentos raivosos e piadas que alguém também pode refletir sobre a sua própria mobilidade na cidade. “Se ando tão lentamente nas vias de acesso, será que compensa tirar o carro da garagem?”, ou ainda “Talvez não seja interessante tentar o transporte público ou fazer um pedaço do caminho de bicicleta?” Numa sociedade tão comprometida com seus carros (ainda mais em São Paulo, onde se tem ‘o carro do rodízio’) qualquer possibilidade de trazer um questionamento é válida. Mais do que chegar com o ‘meu carro’, o importante é se locomover, estar onde você quer, independente do meio.

“Um país rico não é onde o pobre compra um carro e sim, onde o rico anda de transporte público”

DIY como fazer

O estojo como antigamente

Na mania dos livros de colorir, achei que precisava de uma nova caixa de lápis de cor. Minha caixinha básica de ’12 que vira 24 cores’ não tinha opções de verde o suficiente para pintar o Jardim Secreto. ahahahahah (dei risada porque chega a ser ridículo, mas foi meu argumento inicial) E foi aí que me rendi da ‘canguice‘ que me encontrava e comprei uma caixa de lápis de cor de 48 cores – aquela que a gente chorava pedindo pra mãe e não ganhava.

Pois bem, paguei os cinquenta conto e levei a bicha pra casa. Quando abri, percebi que não havia mais aquela ‘bandeja’ divisória na caixinha e que eu não conseguiria organizar os lápis por cor (oh, meu deus, por que dar este tipo de desafio a quem tem um pouquinho de TOC?). E passei, então, a desejar ardentemente um estojo para colocar os lápis – mas precisava ser ‘o estojo de madeira, com tampa deslizante, do jeitinho que eu lembrava’. E foi aí que começou a saga para encontrar tal relíquia, sem sucesso. Quando já havia desistido de procurar, fui pedir uma informação numa papelaria de bairro. Olho pra cima e vejo uma caixa de madeira, com um alfabeto, para divertir a criançada. “Eureka!”, pensei. Lá estava o meu tão desejado estojo de antigamente. ❤ ❤

Para reformar a caixinha, precisei de:

– 1 lixa para madeira (só para deixá-la mais uniforme)

– Tinta acrílica básica

– Tecido adesivo para a tampa (que pode ser substituído por um papel de presente bacana, uma estampa bonita, outra cor de tinta)

– Usei o secador de cabelo pra apressar o processo. hehe

 

Depois do estojo pronto, sentei para pintar meus livrinhos umas… umas… três vezes. Fuén, fuén, fuéééééén! Na verdade depois que meu livro de mandalas acabou, não consegui engatar em outro livro para colorir. Odiei o Jardim Secreto – achei uma tortura pintar aquele monte de folhazinha tão pitititica! E a verdade é que adoro fazer estas coisinhas, mesmo que eu não vá usar tanto depois – minha lógica é: quando eu for usar, estará LINDO! rs

Caseirices

Jardim terapêutico

E se eu disser que cuidar de plantas é terapia? Que elas me ensinam sobre a vida, sobre o tempo, sobre cuidados, sobre tentativas – Vojanela2acê acreditaria ou iria torcer o nariz, pensando que isso aí é coisa da sua mãe, da sua vó, da tia?

Passei a entender que gostava de plantas assim que mudei da casa dos meus pais e sentia a necessidade de ter um ‘verdinho’ por perto. Antes disso, cuidava de vasinhos na sacada do apartamento da família, fazendo manutenção nas plantinhas que minha mãe cultivava. Tirava as folhas amarelas, replantava o que estava crescendo, certa vez plantei sementes de girassol e esperei crescer, só pra ver no que dava.

Já fora do ninho, minha primeira plantinha foi uma pimenteira, ‘para secar a inveja alheia’. diziam por aí. Nestes 11 anos de lar independente, muitas plantas já passaram pela minha vida! Mini horta, flores diversas, espadinhas, plantasuculentas e até algumas árvores frutíferas. Hoje, percebo que cada uma delas foi um tanto de aprendizado. Saber a hora de regar, de podar, de adubar, de contemplar. Percebo nas plantas uma resposta quase imediata ao meu cuidado – ou falta dele. Tem dias que passo horas e horas só removendo folhas secas, remodelando galhos e formas – acalma minha mente e renova, tanto eu quanto elas.

Escrever é um pouquinho de terapia também. Falar sobre perdas e ganhos, sobre expectativas, sobre medos e frustrações. Escrever sobre sentimentos. Entender sobre o tempo, sobre cultivar, sobre as respostas que a vida nos dá, sobre crescimento. Plantar e escrever.

Meu olhar Minha vida

Quando a visita vai embora

Quando a visita vai embora a casa volta a ser só nossa. Não em problema sair do banho sem as devidas vestimentas, os nossos hábitos discretamente secretos reaparecem. Parece bom, mas apesar de você estar acostumado com todo o espaço que é a sua casa, ela sempre fica um tanto vazia quando a visita vai embora.

A gente não tem mais aqueles cafés da manhã que se prolongam, num embalo de papos que ficam cada vez mais interessante que qualquer outro programa. A escolha coletiva do almoço e os pratos mirabolantes de última hora se resumem a você, meio perdida, fazendo a comida. A visita vai embora e deixa a gente um pouco no vácuo da sua presença, do seu astral, da sua energia boa que renovou os ares da sua casa. Receber quem a gente ama é um tanto de aconchego, de convívio, dos hábitos diferentes, da cumplicidade.

É quando aproveitamos também para inserir novos tópicos na nossa vida. Um prato gostoso que entra pro cardápio da casa. Um passeio num lugar diferente do habitual, novas fotos, contar a sua impressão sobre as coisas que tem vivido neste lugar tão distante. A visita preenche nossos dias com um tanto de vida, experiências e carinho. E quando ela vai embora nos deixa com o coração repleto da sua presença.

Adoramos cozinhar!

Uma receita nova no cardápio

Uma das coisas que mais gosto de fazer é comer em casa. Quando criança, imaginava que ‘comer no shopping’ ou ‘comer fora’ todo dia seria um sonho, que eu ia amar, blá blá blá, graaande balela. A verdade é que comida boa é a comida de casa. Arroz fumegando, feijãozinho com o seu tempero especial, entre outras delícias de poder fazer as refeições no conforto do lar.

Vez ou outra invento uma comida nova, copio a receita de um dos mil programas de culinária que tem na tv ou ainda, ‘minha modalidade preferida’: repito alguma delícia que provei na casa de amigos. Esta receita é simples, rápida, refrescante – foi feita pela querida Janaína Fellini, minha visitante de verão e já incorporei no cardápio da casa. Quando ela foi preparar, eu já torci o nariz. “Abobrinha crua? Tem certeza?”, questionei antes de provar. Sim, certeza. E fica uma delícia!

Salada refrescante da Janaína

Você vai precisar de:

– Abobrinha gelada (a que está na gaveta da geladeira já serve!)

– Sal e azeite (para temperar)

Dicas: O sal faz com que a abobrinha solte sua água – uma pitadinha generosa basta. É deliciosa de comer com refeição completa, no pão fazendo um sanduíche, com torrada, com canapés, ou até ‘pura’. Deixe na geladeira até a hora de servir.

 

Meu olhar Minha vida

Minha experiência com os livros de colorir

Ano passado ganhei de presente de aniversário um livro de colorir mandalas, num livrinho com espiral, tipo caderno, com uma única regra: nunca começar uma mandala sem terminar a anterior. O livro sugeria um conselho: a atividade só deveria ser feita sem imposição.

mandala quase concluída
mandala quase concluída

Há uns anos, tenho escolhido correr atrás de alguns sonhos. Uma vida mais tranquila e menos agitada. Mais calma e sabedoria no meu modo de viver. Encarar os desafios de frente. Minha experiência em colorir mandalas estava ligada a estes objetivos.

Fiz um método para criar rotina. Acordava cedo, com a casa quieta e com o frescor das manhãs nordestinas, eu pintaria a mandala num lugar com luz natural. O café se mostrou indispensável e parte do ritual, que não era diário. Pintava como eu achava bonito e trazia pensamentos para o momento da pintura. Quando terminava a mandala  fazia anotações sobre o que ou quem pensei, no que tive ideia, etc.

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